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O empresário dos hotéis no Brasil

Publicado em 7 de Outubro de 2012 Voltar

 

Em dezembro de 2008, o empresário Antonio Setin estava de férias com os filhos em Nova York quando recebeu um telefonema do sócio: "Meu caro, nós vamos quebrar. Não temos caixa para chegar a janeiro". Oito meses depois, a incorporadora Klabin Segall, quebrada, foi vendida para a Agra, que hoje pertence à PDG. Setin curou o trauma de te visto a empresa ruir com  um sabático pela Europa. De volta ao Brasil, retornou ao mercado imobiliário e, mais recentemente, à hotelaria, ramo que o tornou conhecido na década de 1990.

Hoje, ao lado da Odebrecht, a Setin é a empresa que mais tem investido em hotéis no País. A incorporadora vai aplicar R$ 700 milhões na construção de oito empreendimentos em São  Paulo e na Bahia. As unidades serão lançadas até o fim de 2013 e devem gerar vendas no valor de R$ 1,3 bilhão. Dos oito hotéis, cinco são de uma bandeira da Accor que ainda não existia no Brasil. A marca Adagio difere das outras bandeiras do grupo francês por ter sido projetada para estadias mais longas de, no mínimo, quatro noites. Os quartos têm sala e cozinha, por exemplo.

Essa não é a primeira vez que Antonio Setin traz uma novidade da Accor para o Brasil. Os negócios entre as duas companhias vêm de longa data e remontam à época em que o empresário brasileiro começou a fazer seu nome no mercado da hotelaria. Foi Setin que trouxe as bandeiras Ibis e Formule 1 para o País na década de 1990. Hoje, ele é o maior parceiro da Accor no mercado brasileiro.

Na industria hoteleira, funciona assim: o incorporador localiza o terreno, negocia área, contrata a construtora, tira o hotel do papel e vende os quartos para um grupo de investidores (ou banca tudo com recursos próprios). A operadora - no caso, a Accor - empresta sua marca e administra o empreendimento.

Os primeiros hotéis que Setin desenvolveu, na década de 1990, foram financiados integralmente por ele, Até hoje, o empresário é dono do Ibis Barra Funda, em São Paulo,e reconhecido como um dos empreendimentos hoteleiros mais rentáveis do País. "Esse é o inconveniente da incorporação hoteleira: quando o negócio é bom demais, o incorporador não coloca à venda no mercado", alfinetou um concorrente.

Setin já ganhou e já perdeu muito dinheiro na hotelaria. Ele começou a investir nesse segmento em meados dos anos 1990, depois que sua incorporadora imobiliária foi arrastada pelo pleno Collor. Sem solução para um terreno que não tinha vocação para abrigar imóveis residenciais, o empresário decidiu apostar num hotel. Entre 1996 e 2003, a empresa dele colocou no mercado 15 empreendimentos, com um total de 4 mil quartos. Era o boom da hotelaria no Brasil. "Todo mundo queria investir em hotéis, na expectativa de ter uma renda gorda garantida", diz Diogo Canteras, presidente da consultoria HotelInvest. Mas a oferta de quartos fez a rentabilidade do setor despencar e afugentou os investidores.

Até o fim do ano passado, Setin ainda amargava um estoque de 200 unidades no Ibis de São José dos Campos. Só agora, que o mercado voltou a crescer, é que ele conseguiu desovar os quartos. "É a falta de conhecimento dos investidores e a irresponsabilidade de quem desenvolve os projetos que mata o mercado", diz o empresário, sem esconder a preocupação de que a hotelaria viva de novo uma superoferta.

Escolado em crise

Se tem um assunto que Setin domina e conhece bem é crise. Ao menos é o que diz sua história. Filho de operários paranaenses semianalfabetos, o empresário começou a trabalhar com o irmão mais velho, aos 13 anos, numa marcenaria. Foi o único dos oito irmãos que conseguiu fazer faculdade. Estudou arquitetura e começou a construir casas para vender, numa época que o mercado imobiliário estava estagnado. "A Setin cresceu no meio de uma crise." Depois disso, veio o plano Collor, seguido da ascensão e queda do mercado hoteleiro.

Em 2005, ano em que as primeiras incorporadoras abriram o capital na bolsa, o empresário perdeu o irmã mais velho (e sócio) num acidente de carro. Dois anos depois, vendo que os concorrentes já estavam em outro patamar, ele decidiu se unir à Klabin Segall - empresa que resistiu à crise financeira mundial e foi vendida para a Agra, controlada na época pelo megainvestidor espanhol Enrique Bañuelos.

Dos tombos que levou, Setin diz ter aprendido algumas lições. "Agora, só fecho negócios em lugares que posso chegar de carro, para ter tudo ao alcance dos olhos", diz. "E o tamanho da empresa será o suficiente para não me impedir de usufruir o que conquistei até agora. Fim de semana, por exemplo, é sagrado."

Fonte: Estado de S. Paulo

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